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ATUAÇÃO DO DIRETÓRIO ACADÊMICO

 

No Brasil, os estudantes tiveram importância como força política de oposição. Uma das formas de manifestação da juventude se deu por meio do movimento estudantil, que adquiriu destaque na década de 60, devido ao cerceamento das liberdades democráticas imposto pelo governo militar. (…) Porém, após a instalação do Ato Institucional 5 – AI 5 – publicado em dezembro de 1968, que suspendia todas as garantias constitucionais e instituía uma campanha repressiva (…) que proibia toda e qualquer manifestação política ou de protesto no interior dos estabelecimentos de ensino públicos ou privados, o movimento estudantil entra na marginalidade.

Iniciado o processo de abertura política, no governo Ernesto Geisel, a União Nacional dos Estudantes – UNE – inicia paulatinamente uma postura mais ativa para a reconstrução da organização. Essa geração estudantil se inseria em uma sociedade que se caracterizava pela fragmentação da sociabilidade e pela segurança, resultado do autoritarismo do regime militar. Com o restabelecimento das liberdades democráticas, após 1985, no governo João Figueiredo, o movimento estudantil busca efetivamente recuperar seu lugar na política nacional, posicionando-se em prol da ética na política e em favor da alfabetização da população brasileira, entre outros.

Na cidade de Itabira, no período de 1989 a 2000, o Diretório Acadêmico da FACHI passa a assumir um lugar de destaque na comunidade acadêmica. As vozes de seus representantes se fazem ecoar não só no ambiente acadêmico, mas também por toda a comunidade itabirana.

O então presidente do Diretório Acadêmico, José Don Carlos Alves, em entrevista no dia 23/08/08, relembra fatos que marcaram esse período:

No período pós-ditadura, do presidente José Sarney, (…) falar ainda era muito limitado, censurado. Quando ganhamos a eleição do D.A., a gente montou um foco de trabalho, pois queríamos que a FACHI, pela importância que tinha, pudesse ser um lugar melhor, ter um reconhecimento maior pela comunidade itabirana, colaborando, fazendo com que a comunidade realmente se desenvolvesse. Acima de tudo, queríamos fazer um intercâmbio da FACHI com as demais faculdades do Brasil, de Minas gerais e da região.

Tivemos o paio de vários professores (…). Assim como a escola nos fez crescer, nós conseguimos levar e externar à comunidade itabirana a importância da faculdade porque várias pessoas que ocupavam e ocupam hoje cargos importantes (…) tinham passado pela FACHI (…).”

O Diretório acadêmico se engaja em movimentos em prol da qualidade de ensino e a favor de uma compatível remuneração do corpo docente nas instituições privadas locais:

De 1989 a 2000, o Diretório Acadêmico da FACHI assumiu o seu verdadeiro papel enquanto representante dos alunos. A sua direção refez o estatuto, estabeleceu objetivos claros e os perseguiu, desenvolveu atividades culturais, recreativas, esportivas, sociais, além de ter sido capaz de atender às demandas da época.” - Maria do Rosário Guimarães de Souza – ex-professora da FACHI e professora da FUNCESI.


Pág. 28do livro Trajetória (Editora Funcesi)
Na próxima semana: Estudantes da FACHI participam de Congresso da UNE

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