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Fazenda Rio do Peixe


 

Ao retornar às margens do Rio do Peixe, encontra-se uma das mais significativas edificações de fazenda, no vale desse rio, em território itabirano: a Fazenda Rio do Peixe.

Inventário realizado pela prefeitura de Itabira, em 1988, registra as seguintes informações:
A Fazenda Rio do Peixe, conhecida como Fazenda dos Alves, de propriedade de Miguel Alves, herdeiro de Joaquim Alves e supostamente teria sido construída no século XIX pelo tenente Coronel Porciano da Costa Lage. No início do século XX era cultivado café, arroz, milho, cana-de-açúcar, que abasteciam o mercado local. Hoje encontram-se algumas lavouras esparsas, mas a produção é apenas para subsistência. A sede da fazenda funciona, atualmente, como um centro de orações e benzeções, onde recebem-se visitas de pessoas em busca de cura através de ervas e raízes comercializadas pelo proprietário, as chamadas "garrafadas". Há nos arredores da fazenda ruínas de um engenho desativado no ano de 1978.
(...)

Implantada e afastada da estrada principal e com acesso por uma precária ponte pênsil sobre o Rio do Peixe, por onde corre todo o esgoto da cidade.

Segundo o atual proprietário, história oral passada de geração em geração dá conta de que o Coronel Porciano da Costa Lage teria doado parte das terras da fazenda a seus escravos, que formaram uma comunidade próxima à fazenda: o Povoado "Engenho". Ainda segundo ele, teriam sido proprietários da Fazenda: Tenente Coronel Porciano da Costa Lage, Joaquim Lourenço, Osório Lage, José André, Juca Leandro e Francisco Andrade. A partir de 1950, a propriedade passa a pertencer ao Sr. Joaquim Alves, pai do atual proprietário.

No conjunto, a Fazenda Rio de Peixe possui acervo significativo e de grande interesse de preservação, de modo especial a edificação que, pelas características arquitetônicas, apresenta-se como objeto de elevado interesse histórico. Encontra-se em regular estado de conservação, mas preocupa o seu estado de manutenção.

Conheça mais em
A IDENTIDADE DO ESPAÇO RURAL ITABIRANO: Percursos Novos em Caminhos Antigos, de Myriam Becho Mota e Santos de Souza Guerra, Editora Funcesi, Itabira, 2007, pág. 170-171


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