
Depois de serpentear a serra, as águas do Ribeirão Santo Antônio encontram-se com as águas do Ribeirão do Turvo; daí, o nome Barra do Turvo.
Descrição feita em 1988, pela Prefeitura de Itabira, assim caracteriza a construção:
A fazenda Barra do turvo possuía sede construída, presumivelmente no início do século XIX. Por volta de 1939, a antiga sede foi demolida quando o então proprietário, Geraldino Lage, construiu nova sede utilizando-se do material da antiga edificação e, principalmente, procurando manter o partido original. Preservou-se integralmente o antigo paiol todo construído em peroba e sucupira. Dedicando-se atualmente à criação de gado leiteiro, a fazenda Barra do Turvo conserva algumas peças de mobiliário como uma mesa de sala de jantar com 4,20 m de comprimento e bancos laterais.
A sede implanta-se na baixa vertente de colina em sítio de grande beleza paisagística encontra-se o paiol localizado em média vertente. Desenvolveu-se em pavimento único de partido característico local, constituído de corpo principal ou habitação, e prolongamentos ou serviço envolvendo ou ladrando pátio. O sistema construtivo faz-se em estrutura autônoma de madeira, vedação em pau-a-pique e cobertura em quatro águas e/ou duas águas em telhas cerâmicas curvas. Os vãos, de verga em canga, emolduram-se em madeira recebendo vedação em folhas cegas tipo calha. A recepção faz-se a através de hall avarandado modulado pelos esteios que entalham guarda corpo em réguas de madeira. As fachadas são definidas pelo partido adotado bem como sua envasadura.
Fazenda Barra do Santo Antônio
A fazenda Barra de Santo Antônio, assim denominada por se localizar na confluência do Ribeirão Santo Antônio com o Ribeirão do Turvo, pertenceu à mesma família dos antigos proprietários da fazenda Barra do Turvo: Ponciano da Costa Lage, Olavo da Costa Lage e Harcy Lage.
Inventário da Prefeitura de Itabira, datado de 29/11/88, assim descreve a construção:
A antiga sede, construída, presumivelmente, no início do século XIX, foi demolida em 1927, quando se erguem nova edificação aproveitando material anterior e buscando manter o partido típico da arquitetura rural da região.
A atividade predominante da fazenda é a criação de gado leiteiro.
A edificação implanta-se sobre esteios elevando-a do solo à forma de curral/abrigo utilizado como porão. Desenvolvendo-se em partido típico em "L" composto de corpo principal retangular, social; e prolongamento onde situa-se a serviço aos fundos e o íntimo entre aqueles, atravessado por circulação.
O sistema construtivo mostra-se tradicional construído de material reciclado. Estrutura-se em madeira, tendo a vedação dos panos de alvenaria em adobe e/ou pau-a-pique. A cobertura se faz em 4 águas de telhas de cerâmicas curvas no corpo principal e em 2 águas no prolongamento. Os vãos, em sua maioria, emolduram-se em madeira apresentando verga reta e vedação em 2 folhas cegas tipo calha.
A fachada principal, definida pelo partido adotado, constitui-se por varanda/alpendre corrido protegido por guarda-corpo em balaústres de réguas de madeira.
Os esteios suportam a cobertura e modulam a fachada. Esta enquadra-se por cunhais aparentes mostrando envasadura definida pelo partido. Encontra-se em bom estado de conservação.
Recentemente, foi realizada uma grande intervenção no imóvel; uma significativa reforma iniciada em 2003 e terminada em 2006 introduziu acréscimos (anexos) à construção, porém conservando o partido adotado na parte antiga, com preservação das características originais.A construção mudou de uso e hoje transformou-se em "Pousada Rural", o que vem acontecendo com várias fazendas antigas da região..
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