
A sede situava-se em meia encosta no estreito vale escavado pelo rio Quebra-Ossos e circundada por morros arredondados.
Os fundos da antiga residência limitavam-se com uma reserva de Mata Atlântica que retirada para fabricação de carvão, foi hoje substituída por pastagem.
O embasamento era feito por pedras e a estrutura sustentada por esteios de madeira e os fundos apoiados no barranco. Possuía volumetria de 01 pavimento e porão, que já abrigou uma venda, serviu de "guarda-volume", pousada de Tropeiros e ainda de guarda-tralhas. A varanda frontal possuía piso de madeira e guarda-corpo também de madeira. O telhado de quatro águas era coberto de telhas de cerâmicas curvas.
O interior de residência compunha-se de 11 cômodos, incluindo os da área de serviço; todos eles de assoalho de madeira, exceto a cozinha e a dispensa, que eram, originalmente, de chão batido. Na cozinha, nos dias e noites frios de inverno, grandes toras de lenha eram cruzadas e acesas para aquecer o ambiente. Era costume de aí se descascar e debulhar o milho. As palhas e os sabugos ajudavam a alimentar a fogueira; por isso, a cozinha não possuía forro, para que a fumaça do fogão e da fogueira pudesse sair sem empecilho. Num canto da cozinha, um grande caixote destinado à guarda de mantimentos: fubá, arroz e outros. Num outro canto, o pilão de dois bojos destinado a descascar café, o milho para canjica e pilar o arroz; servia, também, de assento.
Do lado de fora, na área coberta, o forno para assar as quitandas, fogão de uma só trempe para fazer o sabão, a bica d'água e a privada, construída sobre o rego d'água que, depois de passar pela bica, carregava os dejetos. Havia, ainda, um pequeno pátio interno com saída para os fundos.
A frente da edificação era ocupada por um grande curral de madeira de, aproximadamente, 100 metros, tendo ao fundo uma área coberta. Existia, ainda, um paiol de madeira.
O moinho de triturar grãos, ainda existente na propriedade (ruína), era movido pelas águas de uma pequena barragem construída no rio Quebra-Ossos.
O moinho, movido a energia hidráulica, era peça de fundamental importância em todas as propriedades rurais.
A Fazenda Venda de Cima, originalmente, cobria uma vasta extensão de terras que foram sendo divididas entre herdeiros e dela se originou, aproximadamente, doze propriedades pertencentes à família Figueiredo. Percebe-se, por esse fato, a importância exercida por essa propriedade na estruturação do espaço na bacia do Rio Quebra-Ossos.
Outro fato importante relacionado à fazenda Venda de Cima é a instalação da primeira iluminação pública na sede do distrito de Ipoema. Na queda d'água do Córrego que desce da "Palhada Velha", foi construída, em meados da década de 1940, uma pequena usina hidrelétrica para iluminação do distrito.
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A pequena usina hidroelétrica foi instalada pelo Sr. Ireni Barbosa, hoje lembrado como nome de rua no bairro Pará, em Itabira.
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Uma outra questão relacionada à Bacia do Rio Quebra-Ossos relaciona-se à tentativa de instalação de uma destilaria de álcool na região, numa perspectiva de alteração da paisagem econômica do distrito.
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(Fotos do acervo de Stael de Azevedo)
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