
Na região do Vale do Rio Quebra-Ossos, duas fazendas chamam a atenção pela originalidade dos nomes: "Luiz Antônio" e "Luiz José"; dois irmãos que, segundo dizem, eram os proprietários de tais fazendas. Destaca-se, aqui, pela importância arquitetônica, a Fazenda "Luiz Antônio".
Essa Fazenda constitui um bom exemplo da arquitetura rural ainda bem preservada. Encravada no alto curso do Rio Quebra-Ossos, destaca-se, não só pela arquitetura, mas pela presença de um oratório construído na varanda frontal da edificação. Construído em meados de 1929, segundo consta em anotações de Acha: "licença para ter oratório em sua Fazenda "Luiz Antônio" por 2 anos a favor de José Pessoa11 a 28 de Maio de 1929."
A sede está implantada na vertente da colina, dominando ampla vista paisagística. Desenvolve-se em partido típico local com planta em "U", tendo porão alto utilizado como depósito. O acesso ao 2º piso (habitação) é feito por uma pequena escada que leva ao avarandado frontal que recebe modulação em esteios, tendo guarda-corpo em balaustrada de réguas de madeira. O sistema construtivo fez-se em estrutura autônoma e vedação em alvenaria de pau-a-pique e a cobertura em quatro águas. Das construções de serviço, pouco restou além do moinho que se encontra desativado.
A história dessa fazenda se assemelha à das outras. Dos dois últimos proprietários, Juquita Pessoa e Otávio Monteiro, ao atual, pouco resta do uso original. Entretanto, vale destacar o cuidado do proprietário na conservação do imóvel.
Acha,
Santos Saez Pe. Livro do Tombo.
Paróquia
de Nossa Senhora do Carmo: Distrito de Senhora do Carmo/Itabira.
Anotações
de 1923 a 1963, manuscrito.
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