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FAZENDA CABO DE AGOSTO

“A sede atual da fazenda foi erguida sobre a antiga senzala; segundo informações dos atuais proprietários, a antiga sede teria sido demolida. As características da construção de dois pavimentos parecem confirmar essa informação. No primeiro pavimento, os materiais utilizados na construção são mais resistentes: paredes de adobe, embasamento de pedras e piso de tijolos, posteriormente substituído, em parte, por concreto; outras intervenções também foram feitas, porém, a fazenda ainda conserva o estilo original.

Das construções de serviço antigas, restam o paiol e o antigo moinho desativado. O engenho e o curral não existem mais.

O paiol, construção que, apesar de separada da residência, possui íntima ligação com a casa, pois era ali que se guardavam os mantimentos, geralmente arroz, milho e feijão, base da agricultura e da alimentação, além do quarto das tralhas. Construção feita em madeira, embasamento de pedra, vedação em tábuas verticais e piso também de madeira, tem o telhado coberto de telhas de cerâmica curva. O paiol possui ligação com o moinho por uma espécie de varanda de madeira.

O moinho, construído ao lado do paiol, é um belo exemplo da tecnologia da época e de aproveitamento da energia hidráulica, mas hoje não funciona mais. Trata-se de construção original embasada em cantaria, paredes de adobe. O engenho que existia anteriormente para fabricação de açúcar, rapadura e cachaça, não resistiu ao tempo.

Das alfaias rurais, ainda existem vestígios que comprovam o dinamismo da atividade econômica. (...) a fazenda era uma unidade de auto-sustentação; tudo de que se necessitava, nela era produzido.

Nos livros de apontamento de compra e venda, em que o proprietário anotava as movimentações de 1924 a 1944 e de 1960 a 1975, registra-se a venda de café, milho, feijão, toucinho e adiantamento (empréstimo) em dinheiro para empregados.

A história mais recente da fazenda Cabo de Agosto retrata, de modo geral, a história de todas as propriedades rurais do município. Nas mãos da família Pessoa, há mais de um século (o último proprietário foi Norberto Pessoa), teve sua atividade econômica redirecionada a partir de 1975, quando a família Pessoa, por motivos comuns a todas as outras, migrou para a cidade.”

 









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